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29/02/2012

# Editora Sextante # Leituras de Rebecca

Paulo Coelho - O Aleph - Sextante / Gmt


Leituras de Rebecca nº 07

Abençoa e será abençoado. “Quando tinha 22 anos, comecei a me dedicar ao aprendizado da magia. Passei por diversos caminhos, andei à beira do abismo, escorreguei e caí, desisti e voltei. Imaginava que, quando chegasse aos 59 anos, estaria perto do paraíso e da tranquilidade absoluta que penso ver nos sorrisos dos monges budistas. Mas a busca da paz tem seu preço, e me pergunto: até onde estou disposto a chegar?” - Paulo Coelho

O Aleph marca a volta de Paulo Coelho às origens. Num relato pessoal franco e surpreendente, ele revela como uma grave crise de fé o levou a sair à procura de um caminho de renovação e crescimento espiritual.

Para se reaproximar de Deus, o mago resolve começar tudo de novo: viajar, experimentar, se reconectar às pessoas e ao mundo. E assim, entre março e julho de 2006, guiado por sinais, visita três continentes – Europa, África e Ásia –, lançando-se em uma jornada através do tempo e do espaço, do passado e do presente, em busca de si mesmo.

Ao longo da viagem, Paulo vai, pouco a pouco, saindo do seu isolamento, se despindo do ego e do orgulho e se abrindo à amizade, ao amor, à fé e ao perdão, sem medo de enfrentar os desafios inerentes à vida.

Da mesma maneira que o pastor Santiago em O alquimista, o escritor descobre que é preciso ir para longe a fim de compreender o que está perto. A peregrinação o faz se sentir vivo novamente, capaz de enxergar o mundo com olhos de criança e de encontrar Deus nos pequenos gestos cotidianos.


Eu gosto de ler os romances de Paulo Coelho. Eles são sempre inspiradores. As histórias são bem simples mas consegue alimentar a alma. Para ser franca, eu gostei de ler mais alguns dos seus trabalhos anteriores do que os mais recentes. Daí que a minha expectativa para o "Aleph" não era tão alta. Este livro me surpreendeu de várias formas. Primeiro que a leitura foi flúida, não consegui parar de ler, o que normalmente não é o caso dos livros atuais de Paulo Coelho. Segundo ele é baseado na experiência pessoal do autor, uma viagem que eu sempre quis fazer. Teceiro que os momentos vividos pelo autor durante a viagem são divisores de água. Assim, dependendo da sua bússola moral, poderia ser uma inspiração para alguns, preocupante para outros.

O tema central de "Aleph" baseia-se no momento em que o vento pára e nosso barco não vai nem pra frente nem pra trás. Buscamos sinais e não vemos nenhum. O desgaste da rotina ou grandes perdas na vida podem nos levar para um abismo emocional. Podemos encontrar a fé e depois perdê-la ao longo do caminho. Ou arrependimentos em nosso passado e as preocupações em nosso futuro também podem nos deixar parados no caminho da vida. E como sair dessa? A peregrinação, como sugerido pelo autor, pode dar a resposta.

Aos 59 anos Paulo Coelho resolveu viajar pela estrada de ferro Trans-Siberiana para atender seus fãs em toda a Rússia e se reconectar com os sinais que o universo nos manda. Durante sua jornada conhece Hilal menina de 21 anos turca que insistiu para viajar com Paulo e sua equipe. Coelho (que é casado) e Hilal tornaram-se fisicamente, emocionalmente e espiritualmente muito próximos, chega a ficar  um pouco desconfortável de ler, ele fica na corda bamba o tempo inteiro. E aí? Será que ele cai nos braços de Hilal?

Pra mim foi uma grande lição e o que Paulo Coelho e Hilal fizeram é belo. É certamente romântico de ler. "Eu te amo como um rio" disse ele para ela. Essa é provavelmente a coisa mais artística que um homem casado pode dizer a sua fã (e amante da outra vida).
E não se esqueçam de prestar atenção nos sinais!

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