26/02/2017

A Lei dos Puros – O Poder da Esperança - L. C. Del Rio - Asas de Prata





Haverá, após a dominação, uma unificação de todas as nações, que passam a obedecer à recém-criada “União Universal dos Povos Livres”, conhecida também como o “Sistema”, que será dirigida por um “Conselho de Sábios”. Estabelecido um sistema de castas, com base em uma suposta herança racial e religiosa, as pessoas começam a serem dividias em “Puros”, “Prometidos” e “Gentios”. Embora tendo este fundo religioso, a divisão serve apenas para garantir o poder para a classe dominante.

Os protagonistas, Luiza e Cauê, jovens de aproximadamente 18 anos, parentes próximos do velho cientista que lidera a rebelião, partem em perigosa jornada, enfeitada de amor, coragem e resistência, percorrendo regiões conhecidas do Brasil e da Argentina, países onde se passa a maior parte da ação. Uma aventura que retrata a rebeldia, não apenas como um direito, mas como uma obrigação do ser humano. A série pretende trazer uma proposta nova: mostrar que os heróis brasileiros são tão bons como quaisquer outros e que eles também podem “salvar o mundo”.

Os “Puros”, designados pelos figurões do Sistema para perseguir e combater os heróis, também são, na sua maioria, jovens e os seus sentimentos e paixões são igualmente descritas com isenção. Sem demonizá-los, o autor os coloca de forma que os leitores possam identificar-se também com as suas emoções e atitudes. Traições e mudanças de lado também ocorrem com alguns personagens, como seria de se esperar na vida real.

25/02/2017

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Leia um trecho de Outlander - A Cruz de Fogo



Uma história sobre lealdade.

O ano é 1771. Na Carolina do Norte, conserva-se a duras penas um frágil equilíbrio entre a aristocracia colonial e os esforçados pioneiros. E entre esses dois lados prestes a entrar em conflito está Jamie Fraser, um homem de honra exilado de sua amada Escócia. Convocado a liderar uma milícia para conter as insurgências, ele sabe que quebrar o juramento que fez à Coroa inglesa o tornará um traidor, mas mantê-lo será a certeza de sua ruína.

A guerra se aproxima, garantiu-lhe sua esposa, Claire Randall. E, mesmo não querendo acreditar nesse triste futuro, Jamie Fraser está ciente de que não pode ignorar o conhecimento que só uma viajante do tempo poderia ter. Afinal, a visão única de Claire já os colocou em risco, mas também lhes trouxe salvação.

A cruz de fogo é uma envolvente história sobre o empenho de Jamie em proteger sua família, construir uma comunidade e manter suas terras às vésperas de um conflito histórico. Nesses esforços, ele é ajudado por sua mulher, sua filha Brianna e seu genro Roger MacKenzie, que nasceram no século XX e agora tentam se adaptar à tortuosa vida do século XVIII.

Leia um trecho AQUI

24/02/2017

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Delphine Coulin - Samba - Paralela


Leituras de Tânia nº 52

Depois de uma árdua jornada que começou no Mali, o imigrante africano Samba desceu do ônibus e se viu, enfim, livre pela primeira vez. Olhou em volta e lá estava ele: Paris, França. Ao caminhar pelas construções antigas, estava radiante. Seus pés estavam cansados e seus sapatos cheios de buracos, mas o céu estava claro, as paredes refletiam luz, e tudo parecia brilhar só para ele. Dez anos depois, seu encantamento com a cidade-luz só havia aumentado. Mesmo atrás das grades, mesmo algemado, ele ainda amava a França. Só lhe faltava pensar em um jeito de permanecer - e sobreviver - como um clandestino naquele país.

Quando perde seu pai e viaja para a França em busca de uma vida melhor, Samba Cissé não imagina quanto sofrimento terá que e enfrentar. Ao chegar à casa do seu tio que já morava lá por muitos anos, começa a suspeitar das suas ilusões quanto a viver naquele país que prega a liberdade, a igualdade e a fraternidade. Tendo sido negado seu visto, tenta conseguir outro,porém acaba por ser preso. 

Com a ajuda de uma advogada voluntária consegue ser solto mas acaba ficando ainda mais "preso" à França quando se apaixona por Gracieuse, a namorada de um amigo, Jonas, que conheceu ainda na cadeia. Depois de todo o desencanto pela França, resolve mandar seu tio de volta para morrer em paz em sua terra natal. No entanto, Jonas o procura e por um terrível acidente e grande equívoco, trocam de posição diante da França, quando Jonas morre e são encontrados em seus bolsos os documentos de Samba. 

Ele, por sua vez, tem a posse do pedido que Jonas recebeu para ficar na França legalmente. Nesse momento, ele percebe que não adianta ser livre, preso dentro dos seus próprios medos e volta para a sua terra. A França agora é uma possibilidade.

Uma boa leitura!

23/02/2017

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Julia Quinn - E Viveram Felizes Para Sempre - Arqueiro


Leituras de Flavinha nº 635

Alguns finais são apenas o começo...

Era uma vez uma família criada por uma autora de romances históricos... Mas não era uma família comum. Oito irmãos e irmãs, seus maridos e esposas, filhos e filhas, sobrinhas e sobrinhos, além de uma irresistível matriarca. Esses são os Bridgertons: mais que uma família, uma força da natureza.

Ao longo de oito romances que foram sucesso de vendas, os leitores riram, choraram e se apaixonaram. Só que eles queriam mais. Então começaram a questionar a autora: O que aconteceu depois? Simon leu as cartas deixadas pelo pai? Francesca e Michael tiveram filhos? O que foi feito dos terríveis enteados de Eloise? Hyacinth finalmente encontrou os diamantes?

A última página de um livro realmente tem que ser o fim da história? Julia Quinn acha que não e, em E viveram felizes para sempre, oferece oito epílogos extras, todos sensuais, engraçados e reconfortantes, e responde aos anseios dos leitores trazendo, ainda, um drama inesperado, um final feliz para um personagem muito merecedor e um delicioso conto no qual ficamos conhecendo melhor ninguém menos que a sábia e espirituosa matriarca Violet Bridgerton.

Um livro delicinha para quem se apaixonou por essa família maravilhosa! Já na sinopse dá para ter uma ideia de que a autora vai trabalhar nas perguntas que ficaram sem resposta a cada livro da série.

Simon (pausa para um suspiro) e as cartas de seu pai. Que fim levaram as cartas? Ele leu? E a Hyacinth, coitada! Depois de tanta procura, será que conseguiu achar os diamantes? Francesca e Michael... tiveram uma vida feliz e com filhos? Como estão os enteados de Heloise? 

Cada história é um deleite que emociona! E sim, temos uma partida de Pall Mall  que une toda a família e desperta a rivalidade entre eles também! Um momento para se divertir no livro.

Mas acho, que o conto que desperta mais emoções é o da matriarca da família Violet Bridgerton. Dá aquele sentimento agridoce, de ver um amor tão lindo, sabendo que ela é uma viúva e que não vai haver para ela aquele "e viveram felizes para sempre". Nesse caso, o para sempre é no coração de Violet! E olha que família linda ela construiu! Oito filhos maravilhosos e seus cônjuges idem, TRINTA E TRÊS netos e cinco bisnetos. 

Um brinde aos  Bridgertons. Uma família de época que você respeita!

Recomendadíssimo!

22/02/2017

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Austin Kleon - Roube como um artista - Rocco



Leituras de Rebecca n°136


Verdadeiro manifesto ilustrado de como ser criativo na era digital, “Roube como um artista”, do designer e escritor Austin Kleon, ganhou a lista dos mais vendidos do The New York Times e figurou no ranking de 2012 da rede Amazon ao mostrar – com bom humor, ousadia e simplicidade – que não é preciso ser um gênio para ser criativo, basta ser autêntico. Baseado numa palestra feita pelo autor na Universidade do Estado de Nova York que em pouco tempo se viralizou na internet, Roube como um artista coloca os leitores em contato direto com seu lado criativo e artístico e é um verdadeiro manual para o sucesso no século XXI.

Quando vi a capa desse livro, meu primeiro pensamento foi "Vixe! Lá vem autoajuda!". Não que eu não goste de autoajuda, mas o mercado está bem saturado desse tipo de publicação e eu já não tenho mais muita paciência pra isso. Só que "Roube como um artista" é um livro que passa longe desses livros genéricos, foi uma leitura muuuuito divertida e, como designer que sou, aproveitei demais cada dica.

O que mais gostei no livro foi como o Austin Kleon consegue desmitificar a questão espinhenta do originalismo e mostra que podemos sim fazer coisas muito legais, mesmo que sob influência de grandes artistas. Nada vem do nada, já dizia o Antoine Lavoisier, "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.". A partir daí podemos converter essas influências mais a nossa personalidade e criar coisas maravilhosas e que não são cópias e sim uma evolução do que era antes.

Me lembrou muito quando fiz um curso de ilustração e o professor pediu que, inicialmente, estudássemos e imitássemos outros ilustradores que admiramos até achar o traço que se caracterize como nosso. É bem isso que o livro aborda.

Amei demais esse livro! E recomendo para quem quer criatividade na rotina.