15/07/2015

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Camila Moreira - 8 Segundos - Suma de Letras

Leituras de Flavinha nº 578

Nunca provoque um peão: ele só precisa de oito segundos para te enlouquecer.

Pietra, filha única de um rico fazendeiro, sempre teve tudo o que quis. Para realizar mais um de seus caprichos – viver em Paris em seu próprio apartamento –, ela é obrigada pelo pai a passar uma temporada na propriedade da família.

Lá, ela conhece o veterinário Lucas, um homem simples e determinado, que sonha em competir nos grandes rodeios do país. Quando o peão conhece a patricinha, faz de tudo para não se deixar levar pelos lindos olhos verdes da filha do patrão.

Em 8 segundos, Pietra e Lucas não conseguirão resistir à paixão. Mas antes que possam viver este amor, a revelação de um terrível segredo do passado mudará suas vidas para sempre.


Mocinha frívola da cidade se encanta com o cowboy rústico do campo. Adoro cowboys e quando vi a capa achei que iria AMAR esse livro. Daí que comecei e logo me desanimei. Tirando as devidas proporções e diferenças me lembrou muito do livro Belo Desastre. E como disse na resenha do livro da Jamie McGuire.

"Tenho um certo preconceito com livros YA. Amores de adolescentes e pós-adolescentes desesperados me dão nos nervos. Jovens de "vinte e poucos anos" com mente de adolescentes então, é de matar! Acho geralmente os livros dessa linhas fracos e os diálogos... Só Deus dando paciência. Tenho pena das jovens que inspiram esses romances...a maioria parece desmiolada! " (Resenha 487)

Então, o livro é narrado em primeira pessoa, visão do mocinho e visão da mocinha, uma coisa que eu comecei a detestar. Por favor, parem de escrever livros em 1ª pessoa. Já deu, gente! Chega.

A história não é ruim. Mas acho que peca pelo exagero. Pietra é mimada demais, patricinha demais, fútil demais e preconceituosa demais. Sim, na história ela se redime e muito com as situações difíceis que eles vivem, mas, é um loooooongo processo. Lucas parece ter sido baseado naqueles "garotos populares" dos filmes adolescentes americanos. Sério. Tem horas que parece um dos meus alunos adolescentes e não um veterinário formado.

As cenas eróticas me fizeram rir. Juro. O Lucas chama o pênis dele de "meu amigão" e eu só conseguia lembrar da musiquinha de abertura de um desenho infantil (veja qual aqui) o que foi totalmente broxante. Além de que, os diálogos na hora do sexo no estilo "50 tons de Cinza" não deu liga. Eu só conseguia rir ao ler “Vamos lá, Potranca! Goza gostoso!”, ou "Você vai me dar seu cuzinho?" ou ainda “Agora vamos te comer, Linda!” (essa realmente eu não entendi. Quem vamos? ele e o amigão?). 

Enfim, gostei do enredo, tipo romance de banca. A temática é legal: Patricinha + cowboy. Inclusive algumas das cenas mais legais remetem a ótimos romances estilo Diana Palmer. Mas o que mais amei foram os trechos de música country/Sertanejo. 

Pra quem gosta do estilo YA e  #50Tons vale a pena a leitura. Se você não curte esses estilos, melhor não ler.
  

Um comentário:

  1. Somos duas pq tbm não gosto de livros nos quais os personagens principais sejam adolescentes ou estejam na fase pré-adulta ou que tenham mentalidade infantil, YA ou NA... sei lá, não consigo diferenciar as siglas pq pra mim dá tudo na mesma.

    E esses diálogos vergonhosos? Mas não posso negar que gargalhei com a sua resenha, a melhor até hj!!

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