22/02/2016

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Nanette Blitz Konig - Eu Sobrevivi ao Holocausto - Universo dos Livros



Leituras de Grazzy nº 01

Como sobreviver a um campo de concentração? Estaria essa sobrevivência condicionada ao acaso do destino? Em um emocionante relato, Nanette Blitz Konig conta a história de um período em que ela e milhões de judeus foram entregues à própria sorte com a mínima chance de sobrevivência. Colega de classe de Anne Frank no colégio, Nanette teve a juventude roubada e perdeu a crença na inocência humana quando esteve diante da morte diversas vezes – situações em que fora colocada em virtude da brutalidade incompreensível dos nazistas.

Hoje, aos 86 anos, Nanette vive no Brasil e expõe suas lembranças mais traumáticas aos leitores. As cenas vivenciadas por ela fizeram os mais experientes oficiais de guerra, acostumados a todos os horrores possíveis, chorarem ao tomar conhecimento. Em uma luta diária pela sobrevivência, Nanette deveria suportar o insuportável para manter-se viva. Através de um depoimento ao mesmo tempo sensível e brutal, ela questiona a capacidade de compaixão do ser humano, alertando o mundo sobre a necessidade urgente da tolerância entre os homens.

A história da judia Nanette que conseguiu sobreviver ao holocausto, me deixou marcas profundas, essas marcas só não são maiores a dela que viveu essa triste e trágica história Perder a casa, os amigos, a família, enfim tudo e ainda passar por tristes humilhações e terrorismo me fez pensar e concluir o quanto somos pequenos, injustos e egoístas no nosso dia-a-dia.

A autora relata a vida antes e depois do Holocausto. Nanette relata os momentos felizes que viveu antes de começar todo o terror. Relatou como vivia com sua família, relatou sua amizade com a eterna Anne Frank, de como a encontrou no campo de concentração, de como se deu a morte e/ou desaparecimento de seus pais e irmão, dos campos de concentração que eles passaram e existiam.

O capítulo que fala da libertação de Bergen-Belsen, o campo de concentração em que Nanette estava me destroçou. É inacreditavel demais saber que encontraram 10 mil corpos espalhados pelo campo, e que 13 mil pessoas morreram mesmo depois da libertação por causa de desnutrição, tifo ou outros tipos de doenças. Pessoas que passaram fome, que não tinham onde fazer suas necessidades fisiológicas, que não tomavam banho, que não tinham paz.

O livro foi escrito para que essa parte da história não possa ser esquecida, para impedir que algo do tipo se repita assim como foi a Ditadura Militar no Brasil. É o período histórico doloroso. Eu Sobrevivi ao Holocausto tem relatos muito fortes, mas com certeza merece e precisa ser lido. Recomendo!


Um comentário:

  1. Oi, Grazzy!
    A Segunda Guerra Mundial é um tema que me atrai bastante e já tenho uma listinha de livro sobre essa época que quero muito ler.
    De fato, são leituras como essa que nos fazem pensar sobre o jeito que somos, nosso egoísmo, nossa falta de consideração com nossas vidas e com o próximo...
    deve ser um relato pra lá de emocionante :/

    Beijos,
    Kemmy - Duas Leitoras|Vem participar da resenha premiada e top comentarista de abril ♥

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