13/09/2016

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Bill Konigsberg - Apenas um Garoto - Arqueiro



Leituras de Flavinha nº 631


Rafe saiu do armário aos 13 anos e nunca sofreu bullying. Mas está cansado de ser rotulado como o garoto gay, o porta-voz de uma causa.
Por isso ele decide entrar numa escola só para meninos em outro estado e manter sua orientação sexual em segredo: não com o objetivo de voltar para o armário e sim para nascer de novo, como uma folha em branco.
O plano funciona no início, e ele chega até a fazer parte do grupo dos atletas e do time de futebol. Mas as coisas se complicam quando ele percebe que está se apaixonando por um de seus novos amigos héteros.

Esse é um livro leve e de leitura rápida apesar de tratar de sexualidade. Rafe  é um garoto que apesar de depois de ter "saído do armário"  ser aceito pela família e na cidade onde mora, está cansado de ser rotulado. De ser o garoto gay. Por que ele não pode ser apenas Rafe?

Então, ele tem (a não tão brilhante) ideia de ir estudar em uma escola para garotos sem falar a ninguém que é gay. Óbvio que ele se torna apenas um garoto entre os garotos. Porém, além da rede de mentiras que parecem crescer a todo momento, os sentimentos de Rafe também crescem na direção de um Ben, um dos atletas.

Apesar do comportamento do rafe dar nos nervos em muitos momentos, é um bom livro. Que nos faz pensar no quanto as pessoas ditas "diferentes" sofrem ao tentar se encaixarem nos padrões socialmente aceitáveis. 

Os pais do rafe e a melhor amiga , a Claire, são ótimos! Além disso a capa e diagramação desse livro ficaram lindas! Vale a leitura!

Quote

– Mãe, eu não sou gay na escola Natick.
– Você é... hétero?
– Não.
– Bi? Curioso? Transgênero?
– Pare com isso, mãe. Eu só não sou gay.
– Parece que você está mentindo, querido.
– Estou cansado de ser o garoto gay.
Não quero mais isso para mim. Eu só quero ser, tipo, um garoto normal.
– Ah, querido. Não existe isso de garoto normal... Poxa. Estou tão... decepcionada. Não sei direito como reagir.
– Você não precisa reagir a nada. Basta ser minha mãe.
– Ser a mãe do Rafe hétero, você quer dizer – disparou ela, sem rodeios.
– Por que preciso ser rotulado de um jeito ou de outro?

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