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24/02/2017

# Companhia das Letras # Delphine Coulin

Delphine Coulin - Samba - Paralela


Leituras de Tânia nº 52

Depois de uma árdua jornada que começou no Mali, o imigrante africano Samba desceu do ônibus e se viu, enfim, livre pela primeira vez. Olhou em volta e lá estava ele: Paris, França. Ao caminhar pelas construções antigas, estava radiante. Seus pés estavam cansados e seus sapatos cheios de buracos, mas o céu estava claro, as paredes refletiam luz, e tudo parecia brilhar só para ele. Dez anos depois, seu encantamento com a cidade-luz só havia aumentado. Mesmo atrás das grades, mesmo algemado, ele ainda amava a França. Só lhe faltava pensar em um jeito de permanecer - e sobreviver - como um clandestino naquele país.

Quando perde seu pai e viaja para a França em busca de uma vida melhor, Samba Cissé não imagina quanto sofrimento terá que e enfrentar. Ao chegar à casa do seu tio que já morava lá por muitos anos, começa a suspeitar das suas ilusões quanto a viver naquele país que prega a liberdade, a igualdade e a fraternidade. Tendo sido negado seu visto, tenta conseguir outro,porém acaba por ser preso. 

Com a ajuda de uma advogada voluntária consegue ser solto mas acaba ficando ainda mais "preso" à França quando se apaixona por Gracieuse, a namorada de um amigo, Jonas, que conheceu ainda na cadeia. Depois de todo o desencanto pela França, resolve mandar seu tio de volta para morrer em paz em sua terra natal. No entanto, Jonas o procura e por um terrível acidente e grande equívoco, trocam de posição diante da França, quando Jonas morre e são encontrados em seus bolsos os documentos de Samba. 

Ele, por sua vez, tem a posse do pedido que Jonas recebeu para ficar na França legalmente. Nesse momento, ele percebe que não adianta ser livre, preso dentro dos seus próprios medos e volta para a sua terra. A França agora é uma possibilidade.

Uma boa leitura!

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