21/08/2013

1

Jan Guillou - Madame Terror - Os Desafios de Hamilton - Bertrand Brasil



Leituras de Rebecca nº 59

Quando o submarino russo Kursk, avariado, foi parar no fundo do Mar de Barents em consequência de um erro norte-americano, ficou claro para todas as organizações de espionagem do mundo que a Rússia tinha desenvolvido uma nova e superior tecnologia para submarinos. Os palestinos, que sempre foram tecnologicamente inferiores, viram com o acidente a possibilidade de colocar as mãos num supersubmarino russo e alcançar, pela primeira vez, uma posição de superioridade.

A missão de realizar o maior ataque terrorista da história mundial é dada à general-de-brigada Mouna al Husseini. Ela reconhece que o choque entre oficiais russos racistas e universitários palestinos altamente instruídos é inevitável. E que o projeto só poderá ir para a frente se for encontrado um comandante que não seja russo, mas fale fluentemente o idioma e que, de preferência, tenha sido condecorado com a Estrela Vermelha e com a maior condecoração do país - a medalha de Herói da Rússia -, além da Legião de Honra da Palestina. E seja de fato, acima de tudo, um oficial da marinha.

Essa combinação quase impensável existe, na realidade, na figura de um velho amigo de Mouna al Husseini. Assim que o vice-almirante Carl Gustaf Gilbert Hamilton, sueco de nascimento, subiu a bordo do U-1 Jerusalém, tudo mudou.

As duas principais adversárias na luta política que ocorreu em seguida foram Mouna al Husseini - a "Madame Terror" - e a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice.
Elas se tornaram grandes amigas para a vida inteira. E, de certa forma, inimigas.


Em 12 de agosto de 2000 o submarino russo Kursk afundou matando mais de uma centena de tripulantes, mesmo depois de várias tentativas de resgate. Oficialmente, a causa da tragédia foi uma explosão no compartimento dos torpedos. Mas até hoje ainda não se sabe ao certo o que aconteceu. A guarnição era da elite da Marinha de Guerra. O submarino, considerado invulnerável, era um dos mais modernos e seguros da época. Eu lembro disso e ainda acho estranhas as circunstâncias desse acidente, isso já começou me situando na história que o autor escreveu.

Esse foi o segundo livro que li de Jan Guillou, anterior ao Terror que li antes. Gente maluca é assim mesmo rsrsrsrsrrsrsrsrs! Mas devo dizer que foi melhor ter lido nessa ordem pois esse livro tem um ritmo mais rápido e tem mais tensão que o número 12.

Mais uma vez me deparei com uma trama cheia de teorias da conspiração. Nessa história, a Rússia estava testando uma nova tecnologia marinha e a fofoca era que os palestinos estavam dando a maior força pra que isso fosse um sucesso. Quem estava por trás de toda essa operação secreta mexendo os pauzinhos é a espiã palestina Mouna al Husseini, pense numa mulher casca grossa! Enquanto isso Carl Hamilton está todo enrolado com as acusações de crimes contra seu país. É muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, se a trama não fosse bem amarrada e explicada eu teria me perdido fácil, ponto pro Guillou!

Me assusta o fato de que para o governo somos apenas peões no tabuleiro e que podemos ser usados a qualquer momento. Incrível como os países inventam guerras para crescer e ganhar vantagens econômicas. 

Recomendo esse livro para quem gosta de suspense e aventura. Aproveitem!

Um comentário:

  1. Gosto demais de livros deste gênero, onde vemos como questões mesquinhas são colocadas na frente das vidas das pessoas.

    Gostei demais do blog, vou seguir para visitar sempre.

    Abraços

    reaprendendoaartedaleitura.blogspot.com.br

    ResponderExcluir