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22/11/2014

# Bertrand Brasil # Ladrões

Nora Roberts - Ilusões Honestas - Bertrand Brasil



Leituras de Carol nº 819
Título original: Honest Illusions


Filha de um mágico mundialmente famoso, Roxy Nouvelle herdou o talento do pai e sua atração por roubar joias. Nesse mundo colorido, entra Luke Callahan, um artista do escape que rouba o coração da protagonista e que guarda segredos que podem despedaçar suas ilusões.

Um homem e uma mulher bem-sucedidos no perigo e na ilusão encontram uma paixão explosiva nesta irresistível história da autora número 1 do The New York Times.


Nora escreve tão bem que consegue fazer com que a gente torça pelos "vilões".

Lembro que vi resenhas do livro Bellissima (que ainda está na minha pilha de leitura) em que algumas pessoas também tocavam nesse fato. Por mais glamour, por mais sentimento que se desenvolva entre Luke, Roxanne e a família, eles são ladrões, independente do verniz "robinhoodiano" dado pela autora. Mas esse verniz também faz com que passamos a refletir que nem tudo é preto e branco (a gente aprende isso no decorrer da vida). O fato de serem ladrões não significam que sejam pessoas más e que pessoas que não transformam o crime em profissão sejam pessoas boas.

Mas vamos a história em si. Ela é divida em três partes. Na primeira somos levados a acompanhar Roxanne encantando a plateia em um show de ilusão e mágica. Ato seguinte, o choque. Esperando-a em seu camarim está Luke. Ele que desapareceu sem deixar rastros há cinco anos está de volta e com um beijo somos levados ao começo de tudo.

Luke Callahan aos 12 anos era mau tratado pela mãe e pelo cara em que ela dormia no momento e resolveu fugir. Para sobreviver cometia pequenos furtos. Em suas andanças se depara com a família de mágicos Nouvelle. Max Nouvelle, sua esposa Lily e a garotinha Roxanne. 

Max com sua mente afiada e bons instintos viu em Luke a si mesmo na mesma idade e basicamente resolve adotá-lo, não só em termos de relação familiar, mas também em sua atividade profissional: o roubo. 

Luke e Roxanne como era de se esperar se "odiaram" no início (afinal ambos eram de certa forma tão parecidos, que era inevitável os atritos), mas o tempo vai passando, a camaradagem vai surgindo e em seguida o sentimento. Luke sente-se culpado por amar Roxanne com algo muito maior que a fraternidade. Roxanne sabe o que sente, mas não sente culpa por nutrir tanto sentimento por Luke.

Enquanto temos toda uma dinâmica familiar envolvida, também vemos como os Nouvelle são artistas na arte do roubo de grandes jóias e objetos valiosos. As descrições feitas por Nora dos seus roubos conseguem deslumbrar os leitores da mesma forma que encantam os expectadores em seus shows de mágica e ilusionismo. 

Para que não a culpa não nos corroa, por achar o roubo algo espetacularmente belo, Nora em diversas passagens nos traz a "desculpa" do tirar dos muito ricos, numa forma de "redistribuição de renda" (risos) para a escolha de tal modo de vida.

Mesmo envolvida pela leitura me perguntava, onde estará o vilão da história? E ele surge, Sam Wyatt. E mesmo sua passagem sendo mais enfática e decisiva na terceira parte da história, a sua atuação nos deixa enojados e já vislumbramos o quão ruim ele será para os nossos queridos Nouvelle e para Luke.

E o romance cadê? Ah meus caros e caras, ele está lá, latente... borbulhando, a tensão sexual cada vez mais forte, finalmente explode (quando todos estão em uma viagem de trabalho em um cruzeiro). 

Mas além da concretização carnal do amor em Luke e Roxanne também há outros aspectos. Sam Wyatt está de volta e não é mais aquele vigarista. Ele agora é um alto funcionário do Senado e, para ele, essa é a chance de saciar sua sede de vingança. E ela vem e leva o nosso casal romântico a separação. 

É aí que voltamos ao presente, com Luke fazendo uma proposta de trabalho a Roxanne e determinado a ter o amor e a sua família de volta, com direito há um grande golpe. 


O ritmo da história não é lento, apesar que a segunda parte que em o objetivo de nos mostrar a história do casal (com direito a retorno do padrasto abusador de Luke)  como tudo aconteceu seja relativamente longa, mas tenham paciência, o que acontece após isso nos premia. 

O veredicto de tudo isso? Esse é o melhor livro que li até agora da Nora Roberts. Ele propicia um caleidoscópio de sentimentos que poucas histórias conseguem. 

Recomendar é pouco. Ilusões Honestas (que já está disponível nas livrarias e lojas online tanto em físico quanto em ebook) para mim já se torna leitura obrigatória.

Se você nunca leu nada da Nora Roberts (que sacrilégio!) e quer ser arrebatado por essa escritora, pode começar lendo Ilsuões Honestas, com certeza você se tornará fã de carteirinha dessa autora que encanta milhões de pessoas ao redor do mundo.


Ah... na época em que a Bertrand Brasil anunciou a capa... ela causou um frisson, mas um frisson negativo... pois era essa daqui


Quando vi, sem conhecer a história, já achei estranha. Só me vinha a cabeça o trecho da música Eduardo e Mônica do Legião Urbana "festa estranha, com gente esquista, eu não tô legal".

Após um tsunami de reclamações dos fãs nas redes sociais, a Bertrand Brasil reconsiderou e criou uma nova capa (ufa!)

E agora que conheço só tenho a certeza que a caracterização do que seria Luke Callahan nessa foto é totalmente distinta do descrito no livro e deixaria ainda mais desconcertados os fãs da autora e desencorajaria os "não iniciados" a adquirir essa obra. Ela seria colocada naquela estante dos livros "deixados de lado por causa da capa". 









2 comentários:

  1. É mesmo ! O verniz usado nos faz sofrer por uma família de ladrões kkkk Aquele lance que ele some por 5 anos foi demais pra mim. Mas é um livrão !!!! ♡♡♡♡♡

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  2. Como ótimos autores conseguem nos convencer a fazer coisas né?!
    A gente torce por ladrões!
    :D

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