01/03/2017

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Anne Fortier - A Irmandade Perdida - Editora Arqueiro





Leituras de Rebecca n°137


Diana Morgan é professora da renomada Universidade de Oxford. Especialista em mitologia grega tem verdadeira obsessão pelo assunto desde a infância, quando sua excêntrica avó alegou ser uma amazona – e desapareceu sem deixar vestígios.

No mundo acadêmico, a fixação de Diana pelas amazonas é motivo de piada, porém ela acaba recebendo uma oferta irrecusável de uma misteriosa instituição. Financiada pela Fundação Skolsky, a pesquisadora viaja para o norte da África, onde conhece Nick Barrán, um homem enigmático que a guia até um templo recém-encontrado, encoberto há 3 mil anos pela areia do deserto.

Com a ajuda de um caderno deixado pela avó, Diana começa a decifrar as estranhas inscrições registradas no templo e logo encontra o nome de Mirina, a primeira rainha amazona. Na Idade do Bronze, ela atravessou o Mediterrâneo em uma tentativa heroica de libertar suas irmãs, sequestradas por piratas gregos.

Seguindo os rastros dessas guerreiras, Diana e Nick se lançam em uma jornada em busca da verdade por trás do mito – algo capaz de mudar suas vidas, mas também de despertar a ganância de colecionadores de arte dispostos a tudo para pôr as mãos no lendário Tesouro das Amazonas.



Já posso dizer que amei esse livro? 


Amo livros que entrelaçam pesquisa histórica, mitologia e personagens na atualidade, é a receita perfeita pra prender minha atenção. Outra coisa que eu curti muito foi encontrar um mapa no início do livro. Foi como se a autora estivesse dizendo "Se prepare! Vai ter aventura!".

A história é contada em linhas do tempo paralelas, entre as duas protagonistas femininas, Mirina e Diana. O mais legal é que a autora consegue administrar muito bem as duas e entrelaçar perfeitamente os acontecimentos, apesar do distanciamento histórico entre elas. 

Outra coisa que eu adorei também são os romances que rolam com as protagonistas. Algo que não atrapalha nem tira o foco da história e não cai no clichê de triângulo amoroso, nem mostra a mocinha toda frágil e iludida. O negócio é bem feito e sem encheção de linguiça. 

Pra não dizer que não encontrei pontos negativos, eu não gostei da capa, achei muito sem graça. Ficou com cara de romance água com açúcar e não reflete a personalidade da história. Ah! E não se assustem com o nome do primeiro capítulo, ele só tem haver com a fase de cada protagonista. 
O livro foi bem temperadinho, tem babado, confusão e gritaria! Tem suspense pra dar e vender, é uma obra que prende a atenção e é bom do começo ao fim.

Recomendo para quem sente que tem sangue de amazona correndo nas veias.




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