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05/09/2018

Neal Shusterman - O Fundo é apenas o começo - Editora Valentina

5.9.18 0 Comments

Leituras de Rebecca nº 156

Uma poderosa jornada da mente humana, um mergulho nas profundezas da doença mental.

CADEN BOSCH está a bordo de um navio que ruma ao ponto mais remoto da Terra: Challenger Deep, uma depressão marinha situada a sudoeste da Fossa das Marianas.
CADEN BOSCH é um aluno brilhante do ensino médio, cujos amigos estão começando a notar seu comportamento estranho.
CADEN BOSCH é designado o artista de plantão do navio, para documentar a viagem com desenhos.
CADEN BOSCH finge entrar para a equipe de corrida da escola, mas na verdade passa os dias caminhando quilômetros, absorto em pensamentos.
CADEN BOSCH está dividido entre sua lealdade ao capitão e a tentação de se amotinar.
CADEN BOSCH está dilacerado.

Cativante e poderoso, O fundo é apenas o começo é um romance que permanece muito além da última página, um pungente tour de force de um dos mais admirados autores contemporâneos da ficção jovem adulta.



ATENÇÃO! SPOILER À FRENTE!

Que livro foi esse, minha gente!

Caden tem uma vida bem normal para um adolescente de quinze anos, mas tudo muda quando ele começa a se sentir ameaçado por estranhos na escola. Manias esquisitas se instalam na sua rotina e ele começa a desconfiar até de seus pais. Alguém estava querendo fazer mal pra ele, mas não sabia exatamente quando isso seria e de onde viria.

O autor fala que o fundo é apenas o começo, e é isso mesmo. Quando Caden chega ao auge da crise, é que começa a entender e aceitar sua nova realidade. E isso vale pra ele, pra sua família e seus amigos. Ele nunca mais será o mesmo e sua nova realidade inclui lidar com medicações e distinguir entre o real e o delírio.

O livro mostra de uma maneira delicada e sensível o que acontece dentro da perspectiva de quem tem problemas mentais e sua interação com o mundo. Os capítulos tem tamanho e forma de cada momento da mente do protagonista. O tempo e a realidade são profundamente distorcidos, nada é o que parece.

Uma das coisas mais legais são as ilustrações do livro, criadas pelo filho do autor, que mostram graficamente a nova forma de ver do personagem. Caden gostava de desenhar e seu estilo muda junto com sua mente, mostrando quão profundo é o mergulho dentro de si mesmo.

Neal Shusterman fez um ótimo trabalho criando uma obra emocionante, mas não apelativa, com cenas muito fortes, que inspira debates importantes sobre saúde mental do paciente e sua família. Num momento como esse, todos sofrem e precisam apoio e não julgamento.

Recomendo para quem tem empatia.



17/04/2018

O Fundo É apenas o Começo - Neal Shusterman - Lançamento Editora Valentina

17.4.18 0 Comments





CADEN BOSCH está a bordo de um navio que ruma ao ponto mais remoto da Terra: Challenger Deep, uma depressão marinha situada a sudoeste da Fossa das Marianas. 
CADEN BOSCH é um aluno brilhante do ensino médio, cujos amigos estão começando a notar seu comportamento estranho. 
CADEN BOSCH é designado o artista de plantão do navio, para documentar a viagem com desenhos. 
CADEN BOSCH finge entrar para a equipe de corrida da escola, mas na verdade passa os dias caminhando quilômetros, absorto em pensamentos. 
CADEN BOSCH está dividido entre sua lealdade ao capitão e a tentação de se amotinar. 
CADEN BOSCH está dilacerado.





Veja o booktrailer




18/02/2016

Neal Shusterman - Fragmentados - Novo Conceito

18.2.16 0 Comments


Leituras de Rebecca n°114

Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria.

Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos desde as mãos até o coração é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe.

O vencedor do Boston GLobe-Horn Book Award Neal Shusterman desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo.


Nessa obra conhecemos uma sociedade pacificada depois de muitos conflitos. O principal deles foi a Guerra de Heartland, que se tratava da legalização do aborto. Para chegar num acordo entre as partes, o governo institui a Lei da Vida que proíbe o aborto, mas a família pode enviar aquele filho problemático, chato e mimado pro governo que, literalmente, desmembra o corpo inteiro da criança, aproveitando absolutamente tudo e outras pessoas podem adquirir essas partes para transplante. Segundo a lei, esse processo só pode ocorrer entre os 13 e os 17 anos daquele filho. 

A lógica deles é que se o aborto é proibido para dar uma chance à criança, os pais podem, nesse período, se livrar deles. Até aí já é assunto pra horas de conversa, desconstrução, discussão e por aí vai. Mas como o livro é Young Adult, o foco é mais nos personagens do que no que está acontecendo naquela realidade. Achei isso legal pois o tema central já é pesado por si só, então se o autor ficasse tentando justificar ou explicar demais, traria detalhes que, pra mim, não foram necessários agora.

A humanidade vê a Lei da Vida basicamente como uma solução e não como assassinato, pois acreditam que a criança fragmentada continuará vivendo, mas em partes, inseridas no corpo de outra pessoa que precisava de um transplante.
Estamos numa distopia, então a tecnologia é tão avançada, que até o córtex cerebral é aproveitado. O booktrailer mostra o processo de fragmentação e não é algo agradável. Não quero entrar em detalhes por causa dos spoilers, mas é bem surreal a forma como as pessoas são tratadas. Muito assustador!

Na história acompanhamos três adolescentes que vão para a fragmentação. Connor que é um adolescente rebelde e problemático que vira um anjo quando descobre que vai ser fragmentado, Risa, que vive num orfanato do governo cujo o único destino é a maldita fragmentação e Lev que é um décimo, o único que está feliz com essa condição, por saber que é alguém especial, pois décimos filhos são obrigatoriamente enviados para a fragmentação.

É uma aventura tensa, que traz um monte de questionamentos e provocou uma certa choradeira nessa leitora que vos escreve rsrsrsrsrsrsrsrsrs! Gostei muito mesmo! Não esperava gostar tanto!
Recomendo para quem gosta de distopias futuristas.