[FECHAR]

Mostrando postagens com marcador Quarteto Smythe-Smith. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Quarteto Smythe-Smith. Mostrar todas as postagens

16/07/2021

Julia Quinn - Os mistérios de Sir Richard - Arqueiro

16.7.21 0 Comments



Leituras de Pérola - 05

SIR RICHARD KENWORTHY TEM MENOS DE UM MÊS PARA ENCONTRAR UMA ESPOSA...
Por isso sabe que não pode ser muito exigente. Mas, quando vê Iris Smythe-Smith ao violoncelo no tradicionalmente desafinado recital de sua família, pensa que o destino trabalhou a seu favor. Ela é o tipo de garota que não atrai muitos olhares, porém algo o faz ter certeza de que é a escolha perfeita.

IRIS SMYTHE-SMITH JÁ SE ACOSTUMOU A SER SUBESTIMADA...
Com seu cabelo muito claro, a pele alva e o jeito discreto, ela quase sempre passa despercebida, ainda que seja a única do Quarteto Smythe-Smith que realmente sabe tocar um instrumento – não que alguém consiga escutá-la em meio à cacofonia dos concertos. Por isso, quando o charmoso Richard Kenworthy pede para ser apresentado a ela, Iris fica envaidecida, mas também desconfiada.

E quando o pedido de casamento dele se transforma numa situação comprometedora, Iris tem a sensação de que ele está escondendo algo… ainda que Richard pareça mesmo apaixonado e que o coração dela esteja implorando para que diga sim.




A amizade entre Sarah e Iris me conquistou desde o primeiro volume da série Quarteto Smythe-Smith, a personalidade cheia de camadas da segunda, uma dama realista e prática, despertou minha curiosidade para descobrir como seria sua história de amor. No entanto, trazendo um choque de realidade, a autora aborda questões como os estigmas da sociedade daquela época de uma forma que me fez refletir o quanto as coisas mudaram desde aquele período.

Para mim, pontos altos da narrativa foram a ligação entre todos os personagens, todos influenciam a história de maneira direta ou indireta, as referências às obras de Jane Austen, cenas das personagens compartilhando suas opiniões sobre os livros dela e a inteligência de Iris desde o começo, a determinação com a qual ela agiu em uma situação que lhe foi imposta se nem ao menos poder protestar fez com que ela se tornasse uma das personagens femininas mais fortes que já li! 

E mais uma vez, as irmãs Pleinsworth roubando a cena, Elizabeth, Harriet e Frances são as crianças as mais adoráveis da sociedade inglesa. Uma história que começa pelos motivos errados, um plano desconhecido e a ironia de um romance que é iniciado depois dos personagens já estarem casados.

Série Quarteto Smythe-Smith
01 - Simplesmente o paraíso
02 - Uma noite como esta
03 -  A soma de todos os beijos
04 - Os mistérios de Sir Richard

07/07/2021

Julia Quinn - A Soma de Todos os Beijos - Arqueiro

7.7.21 0 Comments

 


Leituras de Pérola - 04

UM BRILHANTE MATEMÁTICO PODE CONTROLAR TUDO...
A não ser que um dia exagere na bebida a ponto de desafiar o amigo para um duelo. Desde que quebrou essa regra de ouro, Hugh Prentice vive com as consequências daquela noite: uma perna aleijada e os olhares de reprovação de toda a sociedade. Não que ele se importe com o que pensam dele. Ou pelo menos com o que a maioria pensa, porque a bela Sarah Pleinsworth está começando a incomodá-lo.

LADY SARAH NUNCA FOI DESCRITA COMO UMA PESSOA CONTIDA... 
Na verdade, a palavra que mais usam em relação a ela é "dramática" – seguida de perto por "teimosa". Mas Sarah faz tudo guiada pelo bom coração. Até mesmo deixar bem claro para Hugh Prentice que ele quase destruiu sua família naquele bendito duelo e que ela jamais poderá perdoá-lo.

Mas, ao serem forçados a passar uma semana na companhia um do outro, eles percebem que nem sempre convém confiar em primeiras impressões. E, quando um beijo leva a outro, e mais outro, e ainda outro, o matemático pode perder a conta e a donzela pode, pela primeira vez, ficar sem palavras.

Estava muito ansiosa para começar a ler a história de Sarah e Hugh pois ambos são personagens enigmáticos, sempre com comentários inteligentes. Embora eu não tenha gostado do Hugh logo de primeira (assim como a mocinha também não gostava) afinal antes desse volume, só havia lido o ponto de vista da família Smythe-Smith, o que já trouxe a lição de que é necessário conhecer os dois lados da história para ter uma opinião sobre, e também que primeiras impressões não são o suficiente para conhecer alguém, 

Ainda mais personagens como Hugh Prentice e Sarah Pleinsworth, que têm personalidades cheias de camadas, extremamente fortes e (na minha opinião) o mais importante: são reais! Cometem erros, tem medos e inseguranças como todo mundo. As temáticas abordadas na narrativa como a relação de Hugh com o pai e o irmão mais velho, o preconceito e o relacionamento mais intolerante entre pais e filhos que já li. 

Me emocionei muito lendo o que Hugh pensa de si mesmo, o quanto ele se culpa desde o dia do duelo com Daniel e o quanto ele acredita firmemente que merece sua condição física, que não merece ser feliz. Não é justo que um erro que cometeu passe a defini-lo a vida inteira, especialmente quando o mesmo está se esforçando tanto para consertar as coisas. Sarah Pleinsworth deixa isso evidente sendo a heroína da narrativa e mostrando ser muito mais forte do que qualquer um imaginaria que seria. 

Foi maravilhoso rever Elizabeth, Harriet e principalmente Frances, são personagens que encantaram meu coração e as cenas em que elas estão são tão divertidas que me fizeram sentir presente nos momentos, fosse quando estavam ensaiando uma peça teatral escrita por Harriet ou em uma típica discussão das irmãs Pleinsworth tentando (e falhando todas as vezes) fazer com que Frances entendesse que unicórnios não existem. 

Uma história de amor que traz lições sobre perdão, não de outra pessoa, mas de si mesmo. Até então o casal literário que mais me emocionou e revolucionou significado de romantismo e empatia. Nunca imaginei que uma valsa apoiados em uma bengala com a música sendo cantarolada fosse ser a cena mais romântica que já li.

Série Quarteto Smythe-Smith
01 - Simplesmente o paraíso
02 - Uma noite como esta
03 -  A soma de todos os beijos
04 - Os mistérios de Sir Richard

10/06/2021

Julia Quinn - Uma noite como esta - Arqueiro

10.6.21 0 Comments



Leituras de Pérola - 03


Anne Wynter pode não ser quem diz que é...

Mas está se saindo muito bem como governanta de três jovenzinhas bem-nascidas. Seu trabalho é bastante desafiador: em uma única semana ela precisa se esconder em um depósito de instrumentos musicais, interpretar uma rainha má em uma peça que pode ser uma tragédia ou, talvez, uma comédia – ninguém sabe ao certo – e cuidar dos ferimentos do irresistível conde de Winstead. Após anos se esquivando de avanços masculinos indesejados, ele é o primeiro homem que a deixa verdadeiramente tentada, e está cada vez mais difícil para ela lembrar que uma governanta não tem o direito de flertar com um nobre.

Daniel Smythe-Smith pode estar em perigo…

Mas isso não impede o jovem conde de se apaixonar. Quando ele vê uma misteriosa mulher no concerto anual na casa de sua família, promete fazer de tudo para conhecê-la melhor, mesmo que isso signifique passar os dias na companhia de uma menina de 10 anos que pensa que é um unicórnio.
O problema é que Daniel tem um inimigo que prometeu matá-lo. Mesmo assim, no momento em que vê Anne ser ameaçada, ele não mede esforços para salvá-la e garantir seu final feliz com ela.



Fiquei muito feliz quando soube que o segundo volume da série Quarteto Smythe-Smith seria sobre o Daniel, ele é um desses personagens que mesmo não sendo o protagonista da narrativa, consegue cativar os leitores despertando interesse para saber mais sobre ele, e foi exatamente isso que aconteceu comigo enquanto lia o livro anterior. 

Porém, enquanto Lorde Winstead é um livro aberto, Anne Wynter é um livro fechado a sete chaves. Com sua personalidade enigmática, encanta a todos da família Smythe-Smith, e por conta do fato de ser governanta das primas mais novas de Daniel, a história é repleta de momentos com Frances, Elisabeth e Harriet, que roubam a cena diversas vezes e deixam a história mais leve e divertida.

No entanto, sendo uma governanta, traz a problemática da diferença de classes e o quanto isso era levado em consideração em uma época que o mais comum eram casamentos por interesse de ascensão social. Tanto Daniel quanto Anne são personagens com uma vasta bagagem emocional por conta do passado que tiveram e neste volume terão de enfrentar seus medos e traumas, mostrando que fazer as pazes com o passado é a única maneira de viver plenamente o presente. 

O final trouxe um turbilhão de sentimentos e me emocionou muito, Smythe-Smith é uma das famílias literárias mais lindas que já li!

Série Quarteto Smythe-Smith
01 - Simplesmente o paraíso
02 - Uma noite como esta
03 -  A soma de todos os beijos
04 - Os mistérios de Sir Richard

03/06/2021

Julia Quinn - Simplesmente o paraíso - Arqueiro

3.6.21 1 Comments

 


Leituras de Pérola - 02

Honoria Smythe-Smith sabe que, para ser uma violinista ruim, ainda precisa melhorar muito…
Mesmo assim, nunca deixaria de se apresentar no concerto anual das Smythe-Smiths. Ela adora ensaiar com as três primas para manter essa tradição que já dura quase duas décadas entre as jovens solteiras da família. Além disso, de nada adiantaria se lamentar, então Honoria coloca um sorriso no rosto e se exibe no recital mais desafinado da Inglaterra, na esperança de que algum belo cavalheiro na plateia esteja em busca de uma esposa, não de uma musicista.
Marcus Holroyd foi encarregado de uma missão…
Porém não se sente tão confortável com a tarefa. Ao deixar o país, seu melhor amigo, Daniel, o fez prometer que vigiaria sua irmã Honoria, impedindo que a moça se casasse com pretendentes inadequados. O problema é que ninguém lhe parece bom o bastante para ela. Aos olhos de Marcus, um marido para Honoria precisaria conhecê-la bem (de preferência, desde a infância, como ele), saber do que ela gosta (doces de todo tipo) e o que a aflige (como a tristeza pelo exílio de Daniel, que ele também sente). Será que o homem ideal para Honoria é justamente o que sempre esteve ao seu lado afastando todo e qualquer pretendente?


Desde que o quarteto Smythe-Smith foi mencionado pelas primeiras vezes nos livros dos Bridgertons eu fiquei curiosa pela história dessa família. Já que são tão desafinadas, porquê continuam tocando anualmente? Lendo esse primeiro volume da série pude entender que existem coisas mais importantes para Honoria Smythe-Smith do que não passar mico diante da elite inglesa. 

É uma personagem que traz lições sobre família e compreensão, que se tornou uma das minhas personagens femininas favoritas da Julia Quinn. Além do romance, "Simplesmente o Paraíso" traz problemáticas como pais ausentes e o quanto isso afetou diretamente a vida de Marcus, tendo em vista que o mesmo teve uma infância muito solitária, o que fez com que desde jovem enxergasse a família Smythe-Smith como sua. 

Acho que nunca li um mocinho tão tímido e acho que esse é um dos principais motivos de sempre ter tido uma boa relação com Honoria, afinal tudo o que uma pessoa tímida precisa para se soltar é de alguém que a entenda e esse alguém só poderia ser ela. 

Uma ótima leitura para quem nunca teve contato com romance de época e para quem já ama também! Recomendo!

Série Quarteto Smythe-Smith
01 - Simplesmente o paraíso
02 - Uma noite como esta
03 -  A soma de todos os beijos
04 - Os mistérios de Sir Richard


24/07/2017

Júlia Quinn - Os Mistérios de Sir Richard - Arqueiro

24.7.17 0 Comments

Leituras de Flavinha nº 651

Sir Richard Kenworth tem menos de um mês para encontrar uma esposa…
Por isso sabe que não pode ser muito exigente. Mas, quando vê Iris Smythe-Smith ao violoncelo no tradicionalmente desafinado recital de sua família, pensa que o destino trabalhou a seu favor. Ela é o tipo de garota que não atrai muitos olhares, porém algo o faz ter certeza de que é a escolha perfeita.
Iris Smythe-Smith já se acostumou a ser subestimada…
Com seu cabelo muito claro, a pele alva e o jeito discreto, ela quase sempre passa despercebida, ainda que seja a única do Quarteto Smythe-Smith que realmente sabe tocar um instrumento – não que alguém consiga escutá-la em meio à cacofonia dos concertos. Por isso, quando o charmoso Richard Kenworthy pede para ser apresentado a ela, Iris fica envaidecida, mas também desconfiada.
E quando o pedido de casamento dele se transforma numa situação comprometedora, Iris tem a sensação de que ele está escondendo algo… ainda que Richard pareça mesmo apaixonado e que o coração dela esteja implorando para que diga sim.

Então, acho que esse foi diferente. Talvez porque os outros rapazes da série ao se juntarem com as mocinhas o quarteto tinham uma ligação. Já Richard cai de para-quedas no Recital das Smythe-Smith. Outra coisa é que eles se conhecem no recital do ano seguinte ao dos livros anteriores. Podem me chamar de chata, mas eu gosto dos padrões seguidos nos romances.

Sir Richard precisa de uma esposa urgentemente e não pode demorar muito. O plano é comprometer alguma jovem que tenha um bom dote e partir para sua propriedade no interior. Daí que ele vai no recital das Smythe-Smith e percebe que talvez Iris seja uma melhor escolha para o seu plano. Afinal, ela não tem pretendentes e nem um dote tão vultuoso. Assim começa a cortejá-la.

Iris apesar de sentir que há algo errado nessa corte tão inesperada e insistente, se encanta por Richard. E começa mesmo a se apaixonar por ele. Então, quando ela está irremediavelmente apaixonada, descobre o mistério por trás do pedido de casamento de Richard.

Entendi os motivos de Richard para fazer o que fez e até entendi ele só pensar em uma saída para resolver seu problema, mas o que eu não entendi foi a Iris não ter rodado a baiana, feito um escarcéu, sei lá! Dar na cara dele ou sumir por uns tempos. Parecia até um cordeirinho (o que não condiz muito com a personalidade dela).

Achei o final ótimo (apesar de ser corrido), a autora conseguiu achar uma solução plausível e viável nas circunstâncias, mas  sei lá! parece que a Júlia quis finalizar logo e o epílogo também é tão corrido e superficial...

Mas enfim.
Amo os romances da Júlia Quinn amei a série no geral (o livro 3 é meu preferido).

Série Quarteto Smythe-Smith
01 - Simplesmente o paraíso
02 - Uma noite como esta
03 -  A soma de todos os beijos
04 - Os mistérios de Sir Richard


21/07/2017

Júlia Quinn - A Soma de Todos os Beijos - Arqueiro

21.7.17 0 Comments

Leituras de Flavinha nº 650

Um brilhante matemático pode controlar tudo…
A não ser que um dia exagere na bebida a ponto de desafiar o amigo para um duelo. Desde que quebrou essa regra de ouro, Hugh Prentice vive com as consequências daquela noite: uma perna aleijada e os olhares de reprovação de toda a sociedade. Não que ele se importe com o que pensam dele. Ou pelo menos com o que a maioria pensa, porque a bela Sarah Pleinsworth está começando a incomodá-lo.
Lady Sarah nunca foi descrita como uma pessoa contida…
Na verdade, a palavra que mais usam em relação a ela é “dramática” – seguida de perto por “teimosa”. Mas Sarah faz tudo guiada pelo bom coração. Até mesmo deixar bem claro para Hugh Prentice que ele quase destruiu sua família naquele bendito duelo e que ela jamais poderá perdoá-lo.
Mas, ao serem forçados a passar uma semana na companhia um do outro, eles percebem que nem sempre convém confiar em primeiras impressões. E, quando um beijo leva a outro, e mais outro, e ainda outro, o matemático pode perder a conta e a donzela pode, pela primeira vez, ficar sem palavras.

Até agora esse foi o livro desta série que eu mais gostei. O que eu realmente não esperava, pois não gostei muito da Lady Sarah nos livros anteriores. Porém, devo confessar que já estava curiosa sobre a história de Hugh Prentice. Um dos casais mais improváveis, um dos romances mais bonitos.

Sabemos que Hugh e Daniel estavam bêbados quando marcaram um duelo e que acabaram se ferindo de verdade, a perna de Hugh sofrendo o maior dano e Daniel precisando ser exilado. Daí que Sarah além de culpar Hugh pelos anos que o primo está longe, o culpa também por ter perdido sua primeira temporada e em consequência um marido.

Sarah é uma jovem bem aparentemente egoísta. E no começo é bem difícil se identificar com ela. Mas com o passar do livro vamos nos familiarizando com o seu senso de humor e vendo como a convivência com Hugh vai torná-la mais suave.


"Daquele momento em diante, Sarah não se perguntou mais por que ele não sorria com muita frequência. Em vez disso, passou a se admirar por ele ainda sorrir."

Já Hugh... É impossível não se apaixonar por esse homem. Mesmo depois de cometer um erro terrível, ele tenta a todo custo corrigí-lo. Tem um passado terrivelmente sofrido, um pai que é um verdadeiro monstro, sofre dores horríveis na perna e ainda assim, consegue sorrir. Além disse ele não tem a pretensão de se apaixonar e não acha que alguma mulher iria se interessar em um homem inválido.


“Não gostava dela. Realmente não gostava, mas, por Deus, teria vendido uma parte da sua alma naquele instante para dançar com ela.”


A forma como Hugh se integra tão bem a família Smythe-Smith é surpreendente. A forma como o romance vai se construindo entre eles é maravilhosa. O clímax da briga pode ter deixado a desejar, mas o final foi lindo. A cena deles na madrugada, do lado de fora da casa é linda! A cena da dança também!

Eu recomendo muito. E duvido você não se apaixonar por Hugh Prentice!

Série Quarteto Smythe-Smith
01 - Simplesmente o paraíso
02 - Uma noite como esta
03 -  A soma de todos os beijos
04 - Os mistérios de Sir Richard

19/07/2017

Júlia Quinn - Uma Noite como Esta - Arqueiro

19.7.17 0 Comments

Leituras de Flavinha nº 649

Anne Wynter pode não ser quem diz que é…
Mas está se saindo muito bem como governanta de três jovenzinhas bem-nascidas. Seu trabalho é bastante desafiador: em uma única semana ela precisa se esconder em um depósito de instrumentos musicais, interpretar uma rainha má em uma peça que pode ser uma tragédia ou, talvez, uma comédia – ninguém sabe ao certo – e cuidar dos ferimentos do irresistível conde de Winstead. Após anos se esquivando de avanços masculinos indesejados, ele é o primeiro homem que a deixa verdadeiramente tentada, e está cada vez mais difícil para ela lembrar que uma governanta não tem o direito de flertar com um nobre.
Daniel Smythe-Smith pode estar em perigo…
Mas isso não impede o jovem conde de se apaixonar. Quando ele vê uma misteriosa mulher no concerto anual na casa de sua família, promete fazer de tudo para conhecê-la melhor, mesmo que isso signifique passar os dias na companhia de uma menina de 10 anos que pensa que é um unicórnio.
O problema é que Daniel tem um inimigo que prometeu matá-lo. Mesmo assim, no momento em que vê Anne ser ameaçada, ele não mede esforços para salvá-la e garantir seu final feliz com ela.

Confesso que demorei um pouco para engatar a leitura desse livro. Os primeiros capítulos parecem se arrastar e você demora a se envolver na história de Daniel Smythe-Smith e Anne Winter. Porém, em dado momento do livro a coisa toda engrena e aí sim, o livro prende de um jeito que é preciso devorá-lo para saber o final.

Vimos no livro anterior que Anne substituiu Sarah ao piano no famosos Sarau musical das Smythe-Smith. E que Daniel se encantou com ela no instante que a viu, o maravilhoso "amor a primeira vista". Logo depois ela cuida dos ferimentos do moço e bem... também se encanta com Daniel.

O problema é que Anne esconde segredos do passado, quando um erro de uma adolescente fútil (ela mesma) a põe em maus lençóis. E Daniel... bem, sabemos que o nosso mocinho também fez besteira e acabou exilado de Londres.

Mas, mesmo com tantos impedimentos, principalmente o social, afinal Anne é uma governanta, é impossível conter a paixão que nasce entre eles. Mas o passado acaba por chegar até eles na forma de uma ameça a suas vidas. A pergunta é: O passado de Anne ou o passado de Daniel?

Não deixem de conferir esse romance, essa série. E não se deixem abater pelos primeiros capítulos. Posso garantir que a leitura flui de forma espetacular e que esse é sem dúvidas, um dos melhores livros da Júlia Quinn.

Recomendo!

Série Quarteto Smythe-Smith
01 - Simplesmente o paraíso
02 - Uma noite como esta
03 -  A soma de todos os beijos
04 - Os mistérios de Sir Richard


26/06/2017

Júlia Quinn - Simplesmente o Paraíso - Arqueiro

26.6.17 0 Comments

Leituras de Flavinha nº 648

Honoria Smythe-Smith sabe que, para ser uma violinista ruim, ainda precisa melhorar muito…
Mesmo assim, nunca deixaria de se apresentar no concerto anual das Smythe-Smiths. Ela adora ensaiar com as três primas para manter essa tradição que já dura quase duas décadas entre as jovens solteiras da família. Além disso, de nada adiantaria se lamentar, então Honoria coloca um sorriso no rosto e se exibe no recital mais desafinado da Inglaterra, na esperança de que algum belo cavalheiro na plateia esteja em busca de uma esposa, não de uma musicista.
Marcus Holroyd foi encarregado de uma missão…
Porém não se sente tão confortável com a tarefa. Ao deixar o país, seu melhor amigo, Daniel, o fez prometer que vigiaria sua irmã Honoria, impedindo que a moça se casasse com pretendentes inadequados. O problema é que ninguém lhe parece bom o bastante para ela. Aos olhos de Marcus, um marido para Honoria precisaria conhecê-la bem (de preferência, desde a infância, como ele), saber do que ela gosta (doces de todo tipo) e o que a aflige (como a tristeza pelo exílio de Daniel, que ele também sente). Será que o homem ideal para Honoria é justamente o que sempre esteve ao seu lado afastando todo e qualquer pretendente?

Então, quem ao ler a série de oito livros dos Irmãos Bridgerton e não teve a curiosidade de conhecer um pouco mais do Quarteto Smythe-Smith, as mocinhas mais desafinadas da época? Júlia Quinn traz para nós a história dessas jovens, começando por Honória Smythe-Smith.


Honória foi uma criança bem mais nova que seus irmãos. O mais próximo dela (em idade, uma diferença de cinco anos) era Daniel de quem ela era mais apegada. Daniel conheceu Marcus Holroyd na escola e se tornaram os melhores amigos. Tanto que Marcus era considerado quase um membro da família e passava mais tempo com os Smythe-Smith do que com o pai. Ele achava bonitinho a devoção de Honória a Daniel, que chamava a irmã de “carrapato”. E não podia negar que era encantado pela garotinha.

Talvez por isso, Quando Daniel teve que fugir do país, aceitou o pedido do amigo de proteger Honória de cafajestes e evitar que ela faça um mal casamento. O problema é que Marcus não considera nenhum dos pretendentes bom o suficiente para Honória. bem, qualquer um que não fosse ele! 
O grito seguinte foi de Marcus – um tanto profano, envergonhava-se de admitir. Ele se desequilibrou e os dois caíram, aterrissando na terra úmida com um baque, Honoria de costas e Marcus bem em cima dela. Ele se apoiou nos cotovelos, tentando tirar o máximo de peso de cima dela, e olhou para baixo. Disse a si mesmo que era para ver se Honoria estava bem. Iria lhe perguntar isso assim que recuperasse o fôlego. Mas, quando a encarou, seus lábios estavam entreabertos, os olhos com uma expressão atordoada.
E Marcus fez o que qualquer cavalheiro instintivamente faria: baixou a cabeça para beijá-la.


Já Honória, começa a pensar em Marcus em termos mais "íntimos" depois que acontece o primeiro beijo. Então quando ele fica enfermo e a beira da morte, seu coração a leva a cuidar dele, antes de começar os preparativos de mais uma temporada de caça a um marido.  


Eu estava pensando que este momento é simplesmente o paraíso.
Ele ficou em silêncio por um instante, depois sussurrou, tão baixo que Honória não teve certeza se ouvira direito:
O paraíso não poderia se comparar a este momento.

Honória é uma mocinha bem decidida e leal a sua família e amigos. Mas vai ser impossível você não se encantar com o Marcus. Ele é um homem maravilhoso, generoso, lindo e incrivelmente tímido! Vai ser impossível você não se apaixonar por ele. O livro é muito bem escrito, os diálogos são maravilhosos e o final... bem, vale a pena ler para saber!

Série Quarteto Smythe-Smith
01 - Simplesmente o paraíso
02 - Uma noite como esta
03 -  A soma de todos os beijos
04 - Os mistérios de Sir Richard